Fates Entwined | 8º Capítulo: Welcome to your new life.

Parte 1: Aqui.



Parte 2.



Harry
Século  XXI


Abri os meus olhos, dando de cara com um dia ensolarado. Quase fiquei cego com a claridade. Tentei mexer-me, em vão, estava com o corpo cheio de dores. Mil coisas giravam na minha cabeça, mas não conseguia me lembrar de nenhuma delas. Nada estava se encaixando. Cocei os olhos, depois, apoiei minhas mãos no chão e, com dificuldade, me ergui.

Analisei o lugar onde me encontrava com o olhar, parecia ser um parque. Era uma área verde, cheia de arvores e flores. Tudo ali aparentava ser bem intenso, desde as cores até a movimentação. Muitas pessoas passavam perto de mim, algumas me observavam, outras ignoravam minha presença ali. Todos usavam roupas muito peculiares, não vi nenhuma mulher de vestido e nenhum homem usando roupas de couro marrom. Eram roupas mais despojadas e curtas. Franzi o sobrolho, aquilo era atípico para uma cidade tão tradicional como Westminster era. 

Relaxei os músculos e, em seguida, me levantei. Sentia muita dor nas pernas e nas costas, mas eu não conseguia me lembrar do porquê de estar todo dolorido. Comecei a caminhar pelo local, tudo estava diferente. Até mesmo os bancos. 

— Onde eu estou? — murmurei.


Eu estava perdido, mas não sabia como vim parar aqui. Minhas lembranças não estavam se encaixando. Eu não conseguia me lembrar de nada.  Tinha me esquecido de tudo. 

— Ou não. — eu disse, sorrindo. —  Eu me lembro da Rob.


Dela eu não me esquecia, de jeito nenhum. Suponho que eu a trouxe nesse parque e nós nos perdemos. Podia ser uma verdadeira hipótese. ‘‘Ela deve estar perto do carrinho de algodão doce’’. Apressei meus passos, procurando por qualquer carrinho que tivesse ali. Eu tenho que encontra-lá, ela deve saber que lugar é esse. 

Passei ao lado de uma pequena lagoa, e aproveitei para ver como eu estava. Não me reconheci, meu cabelo estava maior. Eu não tinha mais cachos, e sim, uma cabeleira lisa. Tinha uma aparência mais velha, e usava roupas estranhas. Estava irreconhecível, o que aconteceu comigo?

Saí dali, e continuei a caminhar a procura de Robertha. Alguma coisa tinha acontecido, algo estava errado. Olhei para todos os lados do parque e não encontrei nenhum carrinho de algodão doce. Não era possível não ter um sequer carrinho de qualquer comida lá, o lugar era tão grande. 

— É melhor pedir informação para alguém. — pensei em voz alta. 


Caminhei para a parte mais movimentada do parque, várias pessoas andavam de bicicleta por lá. Eu nunca ouvi tantos murmúrios na minha vida. Eu estava cansado de tanto andar, não resisti e sentei-me em um banco. Suspirei aliviadamente, a dor estava cessando. 


— Você 'ta bem? — uma garotinha me perguntou, ela estava sentada ao meu lado.
— Sim. — respondi. — Só estou cansado.

Ela voltou a atenção para sua boneca, eu nunca tinha visto uma tão moderna antes. Não era feita de pano, e nem de porcelana. Não usava vestidinhos floridos, e sim, roupas mais extravagantes. Já a menininha se vestia adequadamente. Ela usava um vestido rosa, que acabava dois dedos antes dos joelhos. Aquela era a oportunidade perfeita para que eu pedisse informações. 

— Menininha, que parque é esse? — perguntei, ela voltou a me olhar.
— Green Park. — respondeu-me docentemente.

Eu não me lembro de ouvir as rádios anunciando sobre a construção de um novo parque. Nem sabia que Westminster tinha um terreno tão grande como esse. 

— Você pode me ajudar? — perguntei novamente, eu realmente precisava de ajuda.
— Depende. — respondeu. — Eu conheço pouca coisa daqui. 
— Só preciso saber onde ficam os carrinhos de algodão doce. 
— Eu vi alguns carrinhos perto dos brinquedos. 
— Você pode me levar lá?
— Sim. — respondeu. —  Eu não tenho nada pra fazer.

Agradeci mentalmente por ter encontrado aquela garotinha. Agora eu encontraria Robertha, e saberia de tudo que perdi. A menina aparentava ter uns oito anos, já que tinha um rosto e jeito angelical. Levantamos do banco e começamos a caminhar para longe daqueles ciclistas, até mesmo as bicicletas estavam diferentes. Vi algumas motorizadas. 

— Qual o seu nome? — a menina perguntou.
— Harry. — respondi. — E qual o seu?
— Bailee. — ela disse enquanto entravamos em outra quadra, aquele parque era extremamente grande. — E o da minha filha é Bela. — apontou para a boneca, eu sorri.


Andamos muito e finalmente chegamos a área dos brinquedos. O espaço estava abarrotado de crianças barulhentas. Poucos pais estavam por perto. Havia uns cinco carrinhos de comida ali, Rob deveria estar em algum deles. Ou em algum banco próximo.


— Vou ficar por aqui. — ela disse, sentando-se sobre o gramado. — Qualquer coisa, eu e Bela lhe ajudamos. 
— Obrigado pela ajuda, meninas. 


Sorri, Bailee era uma criança estupidamente graciosa. Afastei-me dela, e continuei a andar para perto de um carrinho cheio de crianças. Os gritos fizeram minha dor de cabeça aumentar. Infiltrei-me no meio dos pirralhos, mas não vi Rob ali. Talvez ela não gostasse de cachorro quente. 

Me dirigi para outro de carrinho, a movimentação de crianças neste era pior. Todos queriam sorvete para aliviar o calor. E nada de Robertha por ali. Fui para outro carrinho, este cheio de adultos. Tive uma leve impressão de que até os simples carrinhos estavam mais modernos. Analisei toda aquela fila, e não vi a morena lá. A maioria das mulheres daquele parque eram loiras do cabelo liso. 

Nenhum sinal dela no carrinho de pipoca. Mas eu não desisti, Rob ama comer, ela estaria por aqui sim. O último carrinho dali tinha uma movimentação mediana, vi algumas pessoas saírem dali com algodões doces na mão. Finalmente eu iria encontra-lá. Apressei meus passos até o carrinho, meu joelho latejava. Eu devo ter batido em alguma coisa bem forte. 

Sentei-me em um banco em frente a fila do doce. Observei cada pessoa que estava ali, mas infelizmente não a vi. Não tinha nenhuma mulher de cabelo cacheado lá, e muito menos alguma de vestido e sandálias. Olhei ao redor do lugar, e nada. Porra, eu estava perdido e sozinho.

— Preciso de ajuda. — murmurei, passando as mãos no rosto.
— Eu e a Bela estamos aqui pra isso. — Bailee apareceu na minha frente, me assuntando. 
— Você me perseguiu?
— Foi a Bela que mandou. — eu ri, ela era ingênua demais. —  Precisa de ajuda no que? — se sentou ao meu lado.
— Eu não lembro de mais nada sobre a minha vida. — eu disse, bufando. —  O que deve ter acontecido comigo?
— Você deve ter batido a cabeça num poste. — Bailee supos. — Daqui a pouco você vai se lembrar das coisas. 

Assenti. Eu estava escutando conselhos de uma criança, a pancada deveria ter sido muito forte. Eu odeio crianças, qualquer tipo delas. São muito birrentas e mimadas. Mas, Bailee parecia não ser assim. 


— Como andam as coisas no ‘‘ escândalo da Cleveland’’ ? — perguntei a Bailee, essa era a única coisa noticiada nas rádios, gostaria de saber o desfecho para passar o tempo.
— Você 'ta bem desatualizado. — ela disse. —  Isso aconteceu há mais de cem anos.

Arregalei os olhos. Mais de cem anos? Era algum tipo de brincadeira dela comigo. Ontem mesmo eu ouvia um radialista falar que o  príncipe Alberto Vitor estava envolvido no caso.

— Você é muito engraçadinha. — ri pelo nariz. 
— Não estou brincando, Harry. — ela disse. —  Isso aconteceu há mais de cem anos, se não me engano, no século dezenove. 
— Mas nós estamos no século dezenove, Bailee. 
— Claro que não. — ela riu alto. —  Nós estamos no século vinte e um, Harry. 
— Você está brincando, não é? — perguntei nervoso.
— Não. — ela disse. —  A pancada deve ter sido muito forte, você não consegue nem se lembrar em que século está.  — gargalhou.  

Estremeci. Não era possível, como eu vim parar em outro século? Ainda por cima, vivo e jovem? Minha cabeça começou a doer com tantas outras dúvidas que surgiram. Eu deveria estar pálido. Se fosse uma mulher, já teria desmaiado. 

— Harry, 'ta tudo bem contigo? — Bailee perguntou preocupada.
— Não acredito que estou no século vinte e um. — suspirei. —  Isso não pode ser verdade, Lee.


‘‘ Mas é, Harry. Você está no século vinte e um. ’’






Olá, directioners!
Finalmente, lhes entrego a parte 2. Espero que gostem, não sei quando volto com o capítulo 9. Hehe, agora a fanfic vai começar a prestar ashuahusa . Ah, eu amo minha fanfic ♥ Sim, eu gosto de citar ''acontecimentos históricos'' ou não nas minhas fanfics, ignorem rçrç 
Ps: Pra quem já leu os capítulos anteriores da fic, recomendo ler novamente pois eu reescrevi e tem novidade lá. 
Ps²: Perdoem os erros, eu escrevi o capitulo em plena madrugada, tô com sono .-. 
Ps³: DESCULPA MESMO PELA DEMORA.

Bj da Caah 








7 comentários :

Anônimo disse... Responder

oh my good eu achei muito legal esse capitulo continua o mais rápido possível ficou massa e eu vou ler os capítulos de novo pra ver como ficou mais já estava legal beijos e continue logo kkkk tchau ate mais xx maria

N. Rodrigues disse... Responder

Visite nosso blog.
http://1blogdirection.blogspot.com.br/

Caroline S. disse... Responder

Awn Maria, obrigado flor <3 Só me incentiva a continuar e melhorar cada vez mais :3

Natalia disse... Responder

eu sou Tereza Fidalgo, faço 27 anos DE MORTA. REPASSE ISSO PARA 20 COMENTARIOS OU SUA MÃE MORRERA NO DIA 20. SE NÃO ACREDITA PESQUISE NO GOOGLE E VEJA MIN. Se ama a sua mãe pesquise e repasse

Natalia disse... Responder

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