Fates Entwined. | 6º Capítulo: Problem (Harry).




Harry 
SÉCULO XIX .Weeks After

Nesse tempo ao lado de Robertha, eu não fazia mais coisas com qual estava acostumado. Como roubar e beber. Mas fazia isso por ela, não por mim. Tudo nessa relação era por ela. Para satisfaze-la. Era estranho chegar em casa e não ter uma bolsa cheia de joias em mãos ou não ficar completamente bêbado quando ia em festas. Eu nem ia mais a festas. Estava preso no mundo dela. Mas, eu havia prometido que ficaria nele até ela não aguentar mais, não quebraria a promessa. Mas eu não conseguia me controlar. Eu precisava roubar, ia explodir. Roubar era um vicio, e eu não conseguia me livrar dele tão facilmente. De jeito nenhum.

Hoje, Robertha fora á uma consulta no médico. Eu havia incentivado a ir no hospital. Eu queria saber como andava sua saúde, ela não podia simplesmente deixa-lá de lado. Eu não queria vê-la mais debilitada. Imune a todo mal do mundo, a todo o meu mal. Já eu, estava em um bar, descumprindo uma de minhas promessas. Bebia incessantemente, e via alguns caras jogando bilhar. O tédio me consumia. Não queria ficar ali, mofando. Precisava ocupar minha cabeça. E assim fiz, levantei do banco e deixei o dinheiro da bebida na mesa.

Saí do lugar, a cidade estava finalmente ensolarada. Perambulei pelas ruas, as lojas estavam movimentadas. Principalmente a joalheria La Picasso. Entrei nesta, observando atentamente os clientes e as novas joias que estavam por lá. Me escorei em um balcão lotado de joias banhadas a ouro e prata, analisei peça por peça discretamente. Tão valiosas. Mas, uma pequena gargantilha chamou minha atenção, era tão simples e tão bonita. A peça era em forma do simbolo do infinito, e tinha zircônias claras cravejadas. Custava 2.832 libras, preço simbólico. É, eu entendia de joias.

Alguns seguranças das loja monitoravam o local severamente, aquele lugar nunca foi roubado antes. Mas, como eu sempre digo, para tudo tem a sua primeira vez, e com essa loja não seria diferente. Virei-me de frente para a joia, encarei-a. Várias pessoas compravam outras peças  ao meu lado, aproveitei a situação e puxei a gargantilha para dentro de meu casaco. Nenhum vendedor estava perto de mim, e os outros ignoravam minha presença ali. Eu era pobre no ponto de vista deles.

Dois vendedores começaram a me observar, esperavam que eu comprasse algo. Então, saí de perto deles, e caminhei para o outro lado da loja, fingindo-me de interessado por outras peças. Queria engana-los antes de sair dali.

— Quanto custa estes falanges? —perguntei a atendente.
—Mil libras.
—Quero vê-los.
—Temos modelos masculinos, também.
—Traga-os.

Ela saiu do balcão e dirigiu-se para o andar de cima. Aproveitei-me da situação e andei para fora dali apressadamente. Não tinha a minima ideia do que fazer com a gargantilha. Se eu desse a Robertha, ela desconfiaria. Mas, eu poderia vende-lá pelo dobro do preço. E eu já tinha ideia de quem seria o tal ''felizardo''.

(...)

Londres era um lugar bipolar. As dez da noite, a cidade já estava congelando. Me encontrava em frente a mansão de meu comprador. Lake, um velho e rico professor de aproximadamente sessenta e poucos anos. Alguns diziam que ele também era feiticeiro, eu não acreditava.

Toquei a campainha da casa, logo ouvi passos largos vindos em direção a porta. Esta foi rapidamente aberta, me dando a visão de uma senhora, de mais ou menos cinquenta anos, ela trajava um luxurioso pijama. Deveria ser sua esposa.

—Quem é você?— perguntou.
—Harry Styles.
—E o que você quer? —sua voz era irritante.
—Conversar com Lake, ele está?
—Está na sala. —respondeu. — Entre, mas não encoste em nada que não possa pagar, caso quebre-o.


Xinguei-a mentalmente. Depois, adentrei na grande mansão. O corredor era decorado por vários quadros misticos, talvez ele tivesse alguma ligação com a magia. Cheguei a sala, Lake estava estirado no sofá fumando.

—Lake! —gritei animado, fazendo-o levantar.
—Harry! —nos cumprimentamos com um aperto de mão. — O que faz aqui?
—Precisamos conversar.
—Sente-se.

E assim o fiz, sentei-me no sofá. Ficamos frente a frente, o cheiro de seu cigarro me dava ânsia. A sala também era decorada por quadros e objetos misticos.

—Qual o problema desta vez, Harry?
—Na verdade, quem tem um problema aqui é você.
—O que? Como? —arregalou os olhos.
—Patricia não quer só o seu dinheiro, ela quer joias também.
—Patricia? —franziu o sobrolho. — Como você sabe sobre nós?
—Eu sei tudo sobre você.

E, realmente, eu sabia. Pesquisei detalhe por detalhe de sua vida, descobri seus podres. E um deles era Patricia, sua amante.

—Suponho que sua mulher não saiba sobre ela.
—E não irá saber. —ele disse. — Você não irá contar.
—Mas, para tudo se tem um preço, Lake.
—E qual é, Harry?
—Uma gargantilha.
—Você quer que eu compre uma gargantilha para você, Harry? —ele riu.— Não sabia que você é gay.
—E não sou. —respondi. — Quero que você compre uma gargantilha de mim, não para mim.
—E se eu não comprar?
—Seu casamento de trinta anos vai por água abaixo. —gesticulei. — Você só precisa escolher, Lake.




Ele ficou quieto para pensar. E eu queria ir embora o mais rápido possível dali, aquela casa me dava péssimas sensações. Queria encontrar Robertha, saber se ela estava bem. Queria tudo, menos ficar ali. Como aquela velha consegue viver aqui? Este lugar traz energias negativas, me arrepiava só de pensar. 

—Quanto cobra por está merda? —ele perguntou.
—Não chame minha joia de merda. — eu ri pelo nariz. — Cinco mil seiscentas e sessenta e quatro libras. 

Cobrei o dobro no preço. Não queria sair no prejuízo, queria lucrar mais.

—Vou buscar lá em cima, espere aqui. —ele disse, se levantando. — E não encoste em nada que não possa pagar, caso quebre. 

Aos poucos, ele foi saindo sala. Também xinguei-o mentalmente. Fiquei brincando com meus dedos, tentando não observar a decoração daquela sala. Tudo era agonizante. E medonho. Eu queria fugir dali agora. 



Lake 

Harry havia sido um garoto esperto, mas eu não me daria por vencido. Nunca fui dominado por ninguém, e essa não seria minha primeira vez. Ele só tem 21 anos, não conhece o verdadeiro jogo do poder. E, por mim, ele nunca terá esse privilégio. Não a partir de agora.

Subi apressadamente as escadas, e finalmente cheguei ao ‘‘escritório especial’’. Eu já tinha em mente o que faria com ele, ninguém pisa no meu calo. Ninguém abaixa o meu ego. Peguei minha carteira da mesa e retirei a quantia que ele havia pedido. Joguei o dinheiro em cima da mesa, depois, tranquei a porta e as janelas. Peguei as velas da estante e as acendi, elas rodeavam a mesa. Ele iria aprender a não se aproveitar das pessoas, iria aprender a respeita-lás. Arrastei algumas velas para o redor da quantia e fechei os olhos, aquele cheiro era embriagante. Eu amava senti-lo. 

‘‘Harry não salvará ninguém, nem mesmo a si próprio.  Ele veio ao mundo para sofrer, não para fazer as pessoas sofrerem. O tempo será seu pior inimigo, pois este levará tudo o que ele tem de precioso. Harry cavou a sua própria cova há muito tempo, está na hora de se enterrar.’’


Abri meus olhos, sorrindo. O escritório estava escuro, as velas haviam sido apagadas. Sempre obscureci almas e destruí milagres, ele merecia. Peguei a quantia e a enrolei, depois coloquei esta no bolso. Não havia perigo pegar naquele dinheiro, exceto para Harry. Eu também sou esperto, também sei jogar. Eu saí de sua armadilha, fazendo ele se prender na minha. 

Saí de meu escritório, e desci as escadas calmamente. Harry estava quieto, brincando com os dedos. Percebi que ele estava com medo de minha decoração, aquilo o amedrontava.  Ele se levantou do sofá, e estendeu para pegar o dinheiro. Com sarcasmo e impaciência.

—Nunca mais apareça na minha frente. — entreguei-lhe o dinheiro.
—Pode deixar. — sorriu. — Obrigado, Lake. 

Guardou o dinheiro no bolso da calça e desapareceu da sala. Ele seria vitima de suas próprias consequências. Eu sentia pena dele, o mundo lá fora é cruel. Ninguém o perdoaria por seus atos, e quem o perdoasse, seria castigado junto com ele. 



Olá, directioners!
Harry já está se metendo em problemas, rç. Qual será o da Bertha? Imagino que já saibam :33 Vish, agora que a fanfic vai começar. Prontos (as)? Eu não, heuhueheu :v 

Bj da Caah ♥ 



3 comentários :

Aninha disse... Responder

OMJ que perfeito valeu a pena esperar , e que Harry mal !! Continua amei !!! ♥♡♥♡♥

Srta Portiñon disse... Responder

Obrigado Aninnha <3

Anônimo disse... Responder

ai gente do meu coração continua logo ficou muito legal to animada e vou deixar a data q comentei pq eu sou viciada em marcar dias em q faço as coisas ok mas ficou muito legal essa fic beijos xx maria 10/11/14

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